sábado, 31 de março de 2012

Easter - interpretação de texto

In Christianity, Easter is one of the most important days of the year. Easter Sunday celebrates the resurrection of Jesus Christ – the day Jesus came back to life. In many Catholic countries, Easter is a more important celebration than Christmas. Jesus had returned to Jerusalem to observe the Jewish celebration of Passover. He ate the Passover meal with his disciples at what is now known as the Last Supper. He was later arrested, tried and convicted, and then finally sentenced to death. On Good Friday (before Easter Sunday), Christians commemorate the crucifixion of Jesus. Easter is a 'moveable feast', meaning the date changes. It’s not a fixed date like Christmas, which is always on December 25th. It was decided in 325 A.D. that Easter Sunday would be on the 1st Sunday after the first full moon of spring. It is only in English and German that this day is called 'Easter'. England adopted the name used for the spring festival Eostre in Germany. In most other languages in Christian countries, (like French, Italian, and Spanish), the word for this day is derived from the original Greek word 'Pascha' used for the Jewish Passover. - englishteachermelanie adaptado


Vocabulário de apoio:
a.
 Come back to life: ressuscitar
b.
 Passover: Páscoa dos judeus
c.
 Last Supper: A Última Ceia 
d.
 Tried: julgado
e.
 Moveable: que muda 



1) Answer the questions below.

1.What is Easter in Christianity?
2. What does Easter Sunday celebrate?
3. What happened to Jesus after the Last Supper?



2) Mark True or False.

1. On Good Friday, Christians commemorate the birth of Jesus. (.....)
2. Easter isn't a 'moveable feast', meaning the date changes. (.....)
3. In a lot of Catholic countries, Easter is a more important celebration than Christmas. (.....)
4. Easter Sunday is the day Jesus came back to life.
(.....)

Tradução de nomes de filmes

Sempre comento com os meus alunos que é necessário entender o contexto de tudo em inglês que se torna muito mais importante do que a própria tradução e como exemplo são as traduções de filmes, que quase em sua maioria não seguem a tradução literal. Mostro a eles sobre o filme "Esqueceram de Mim" que tem como nome original "Home Alone" e no Brasil foi traduzido para Esqueceram de mim, por toda a história desenvolvida no filme. Mas ainda assim, eu tinha muita curiosidade de saber qual o critério usado para essa tradução, qual o passo a passo para chegarem ao título que é comercializado no Brasil. Como estou pesquisando atividades para o projeto Cinema em todas as Artes que acontece pelo segundo ano na escola em que trabalho, consegui descobrir que a tradução dos nomes não são feitos pela equipe que faz a dublagem dos filmes, é feita pela produtora da seguinte forma, os filmes chegam ao Brasil e a equipe responsável pela comercialização do filme realiza um estudo ou simplesmente analisa se a tradução literal pode ser utilizada. Em caso positivo, a produtora é notificada. Caso o filme necessite um novo título, um documento é preparado explicando as razões e o significado do novo nome. Ele é enviado para  a produtora para aprovação e correção e então, está feito!
Veja alguns exemplos de tradução de filmes:
 Sobre meninos e lobos
Direção: Clint Eastwood
Ano: 2003
Original: Mystic River
Seria algo como: Rio Místico

Um sonho de liberdade
Direção: Frank Darabont
Ano: 1994
Original: The Shawshank Redemption
No original ficaria algo como: A redenção de Shawshank

Bonequinha de luxo
Direção: Blake Edwards
Ano: 1961
Original: Breaksfast in Tiffany’s
Tradução: Café da manhã na Tiffany’s (loja)

Assim caminha a humanidade
Direção: George Stevens
Ano: 1956
Original: Giant
Tradução: Gigante

Diário de uma paixão
Direção: Nick Cassavetes
Ano: 2004
Original: The notebook
Tradução: Bloco de notas

Para sempre Cinderela
Direção: Andy Tennant
Ano: 1998
Original: Ever After
Algo como: Depois de sempre

Festim Diabólico
Direção: Alfred Hitchcock
Ano: 1948
Original: Rope
Tradução: Corda

segunda-feira, 26 de março de 2012

Bluetooth

Na escola em que trabalho, tem uma sala de planejamento para os professores com muitos materiais de pesquisa, e esse texto eu encontrei em uma pasta de atividades nessa sala, portanto não faço ideia quem colocou esse texto lá, mas achei interessante e resolvi postar aqui.

O que significa Bluetooth? A tecnologia traz consigo termos e mais termos novos para o nosso dia a dia. Alguns termos são incorporados ao nosso vocabulário e nem ao menos nos damos conta de pensar a respeito deles. Outros, no entanto, causam certa confusão e fatos hilários. Bluetooth é um destes termos interessantes. A palavra em si não tem nada a ver com a tecnologia e muito menos com dente (tooth) azul (blue).

BLUETOOTH - era, na verdade, o apelido de Harald Blatand. Também conhecido como Harald Bluetooth, um influente rei dinamarquês que viveu por volta dos anos 935d.C e 990d.C
Reza a lenda que as tribos escandinavas encontravam-se sob ataques constantes de seus inimigos. Caso continuassem batalhando em separado perderiam todas as suas terras e riquezas. Foi então que Harald Bluetooth resolveu convocar uma reunião com os principais líderes escandinavos. Nesta reunião ele sugeriu que todos deveriam se unir em prol de um interesse comum: a defesa da terra e a vitória.
Uma das tribos que participou da reunião foi a tribo Skane. A união foi um sucesso. Conseguiram manter suas terras e fortaleceram-se mais que tudo.
A tribo Skane deu origem ao país que hoje conhecemos como Suécia. A empresa Ericsson é da Suécia. Assim quando os profissionais da Ericsson procuraram um nome para uma tecnologia inovadora que poderia unificar diferentes tecnologias como computadores e celulares, advinha só em que nome pensara,?
Se você respondeu Bluetooth, acertou na mosca! O nome dado à tecnologia nada mais é do que uma homenagem ao rei Harald Bluetooth. Tudo por causa da unificação das tribos. Hoje a tecnologia Bluetooth unifica diferentes tecnologias e diferentes tribos (celulares de várias marcas, computadores, laptops, palmtops, blackbarries, etc). O coitado do rei dinamarquês não tinha dente azul e nem era um ser com poderes especiais.

sábado, 24 de março de 2012

Reynaldo Gianecchini: a profile

O ator Reinaldo Gianecchini voltou aos palcos no último dia 13, após uma dura batalha contra o câncer e foi aplaudido de pé num teatro da capital paulista. Confira a seguir uma breve trajetória da carreira de Giane .

Reynaldo Gianecchini was very successful as a model in the 1990s. He spent two years in Paris and was there during the World Cup in 1998, when he met the journalist, presenter and actress Marília Gabriela. After a few months dating, Giane, as he is known, decided to marry the woman who is 24 years older than him. In 2000 he made his TV debut on the Globo channel, in the soap opera Laços de Família. He played a 
character who also dated a woman who was much older than him, played by actress Vera Fischer. His debut on Globo, however, did not please the critics. However, Giane was not discouraged and over the years he perfected the art of acting. In 2004 he distinguished himself in the soap opera Da Cor do Pecado playing two characters, twin brothers Paco and Apolo. In the soap opera Belíssima (2005) he played a fun mechanic called Pascoal. In 2010, his performance as the villain in the soap opera Passione was highly praised by the public and journalists alike. He has performed in many plays, movies and soap operas. Gianecchini was born in Birigui, São Paulo, on November 12, 1972. He graduated in law but has never practiced law.
On September 28, 2011 - Giane visited the support group for children with cancer, GACC, in São José dos Campos-SP, and spoke to several children. The actor has supported GACC since 2003.He is going to take part in a new campaign to help the hospital GACC runs. 
 

My kite

Apesar de nunca ter soltado pipa, gosto dessa atividade por ser lúdica, as crianças sempre gostam e principalmente os meninos.  Como essa imagem foi escaneada ela está colorida, mas na hora de entregar a atividade ao aluno, como é xerox sempre está em preto e branco, as vezes peço para que eles pintem, outras que levem papel de seda colorido, recortes de revistas com as cores indicadas. É uma bagunça geral... mas muito divertida também. 

Televisão

 Apresentação de trabalho em inglês na escola é muito difícil já que os alunos têm muita dificuldade de guardar as palavras e principalmente a pronúncia quando não se tem muita habilidade. Achei em algum lugar na internet esse modelo de televisão para apresentar alguns teatrinhos bem simples, mas fica muito legal. O interessante é que essa atividade pode ser utilizada em qualquer disciplina. É uma mistura de teatro, fantoche e história em quadrinhos. Espero que vocês aproveitem a ideia. 




quinta-feira, 22 de março de 2012

Nóis Mudemos

"NÓIS MUDEMO"

O ônibus da Transbrasiliana deslizava manso pela Belém-Brasília rumo a Porto Nacional. Era abril, mês das derradeiras chuvas. No céu, uma luazona enorme pra namorado nenhum botar defeito. Sob 0 luar generoso, 0 cerrado verdejante era um presépio, todo poesia e misticismo.
Mas minha alma estava profundamente amargurada. O encontro daquela tarde, a visão daquele jovem marcado pelo sofrimento, precocemente envelhecido, a crua recordação de um episódio que parecia tao banal ... Tentei dormir. Inútil. Meus olhos percorriam a paisagem enluarada, mas ela nada mais era para mim que 0 pano de fundo de um drama estúpido e trágico.
As aulas tinham começado numa segunda-feira. Escola de periferia, classes heterogêneas, retardatários. Entre eles, uma criança crescida, quase um rapaz.
- Por que você faltou esses dias todos?
-É que nóis mudemo onti, fessora. Nóis veio da fazenda.
Risadinhas da turma.
- Não se diz nóis mudemo", menino! A gente deve dizer: "nós mudamos, tá?
- Tá, fessora!
No recreio, as chacotas dos colegas: "Oi, nóis mudemo!" "Até amanhã, nóis mudemo!" No dia seguinte, a mesma coisa: risadinhas, cochichos, gozações.
-Pai, não vô mais pra escola!
- Oxente! Modi quê? Ouvida a história, 0 pai coçou a cabeça e disse:
- Meu fio, num deixa a escola por uma bobagem dessa! Não liga pras gozações da meninada! Logo eles esquece.
Não esqueceram.
Na quarta-feira, dei pela falta do menino. Ele não apareceu no resto da semana, nem na segunda-feira seguinte. Ai me dei conta de que eu nem sabia 0 nome dele. Procurei no diário de classe e soube que se chamava Lucio -Lucio Rodrigues Barbosa. Achei 0 endereço. Longe, um dos últimos casebres do bairro. Fui lá, uma tarde. 0 rapazola tinha partido no dia anterior para a casa de um tio, no sul do Pará.
- É, professora, meu fio não aguentou as gozações da meninada. Eu tentei fazê ele continua, mas não teve jeito. Ele tava chateado demais. Bosta de vida! Eu devia di té ficado na fazenda côa famia. Na cidade nóis nao tem veis. Nóis fala tudo errado.
Inexperiente, confusa, sem saber 0 que dizer, engoli em seco e me despedi.
O episódio ocorrera há dezessete anos e tinha caído em total esquecimento, ao menos de minha parte.
Uma tarde, num povoado à beira da Belém-Brasília, eu ia pegar 0 ônibus, quando alguém me chamou. Olhei e vi, acenando para mim, um rapaz pobremente vestido, magro, com aparência doentia.
- O que é, moço?
- A senhora nao se lernbra de mim, fessora?
Olhei para ele, dei tratos à bola. Reconstituí num momento meus longos anos de
sacerdócio, digo, de magistério. Tudo escuro.
- Não me lembro não, moço. Você me conhece? De onde? Foi meu aluno? Como se chama?
Para tantas perguntas, uma resposta lacônica:
- Eu sou "Nóis mudemo", lembra?
Comecei a tremer.
- Sim, moço . Agora lembro. Como era mesmo seu nome?
- Lucio -Lucio Rodrigues Barbosa.
- O que aconteceu com você?
- O que aconteceu? Ah! fessora! É mais fácil dizê 0 que não aconteceu. Comi 0 pão que 0 diabo amasso. E êta diabo bom de padaria! Fui garimpeiro, fui bóia-fria, um "gato" me arrecadou e levou num caminhão pruma fazenda no meio da mata. Lá trabaiei como escravo, passei fome, fui baleado quando consegui fugi. Peguei tudo quanta e doença. Até na cadeia já fui pará. Nóis ignorante às veis fais coisa sem querê fazé. A escola fais uma farta danada. Eu não devia de té saído daquele jeito, fessora, mas não aguentei as gozação da turma. Eu vi logo que nunca ia consegui fala direito. Ainda hoje não sei.
- Meu Deus!
Aquela revelação me virou pelo avesso. Foi demais para mim. Descontrolada, comecei a soluçar convulsivamente. Como eu podia ter sido tão burra e má? E abracei 0 rapaz, 0 que restava do rapaz, que me olhava atarantado.
O ônibus buzinou com insistência. O rapaz afastou-me de mim suavemente.
- Chora não, fessora! A senhora não tem curpa.
- Como? Eu não tenho culpa? Deus do céu!
Entrei no ônibus apinhado. Cem olhos eram cem f1echas vingadoras apontadas
para mim. O ônibus partiu. Pensei na minha sala de aula. Eu era uma assassina a caminho da guilhotina.
Hoje tenho raiva da gramática. Eu mudo, tu mudas, ele muda, nós mudamos, mudamos, mudaamoos, mudaaamooos... Superusada, mal usada, abusada, ela e uma guilhotina dentro da escola. A gramática faz gato e sapato da língua materna -a língua que a criança aprendeu com seus pais, irmãos e colegas -e se toma 0 terror dos alunos. Em vez de estimular e fazer crescer, comunicando, ela reprime e oprime, cobrando centenas de regrinhas estúpidas para aquela idade.
E os Lucios da vida, os milhares de Lucios da periferia e do interior, barrados nas salas de aula: "Não e assim que se diz, menino!" Como se 0 professor quisesse dizer: "Você está errado! Os seus pais estão errados! Seus irmãos e amigos e vizinhos estão errados! A certa sou eu! Imite-me! Copie-me! Fale como eu! Você não seja você! Renegue suas raizes! Diminua-se! Desfigure-se! Fique no seu lugar! Seja uma sombra! E siga desarmado pelo matadouro da vida..." (Fidencio Saga)
(texto trabalhado com os cursistas)
Universidade de Brasilia Disciplina: Introdução à Linguística Prof. Dr. Dioney Moreira Gomes

VALE A PENA LER E PRINCIPALMENTE REPASSAR PARA OS NOSSOS ALUNOS QUE SÃO TÃO PRECONCEITUOSOS.